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Orixás

Conheça Exú, o Orixá da comunicação e da liberdade

By 1 de agosto de 2019 No Comments

O primeiro a ser servido e reverenciado no culto tradicional Iorubá, Exú (Eșu) também é assim encarado no Candomblé do Brasil e por conseguinte na umbanda. Trata-se de um orixá de grande poder, que abre os caminhos, vai à frente e tem o poder de transportar-se para onde quer. Para tanto, ele usa seu falo mágico, um bastão chamado Ogó.

A partir daí, acredita-se que Exu se divide e se multiplica infinitamente e que, portanto, possui muitos nomes. Sendo alguns deles, Laalu, Odara, Igbarabo, Lonan/Lonã, Yangui, Elegbara, Bara, entre outros. No Brasil, suas cores são o vermelho e o preto. É cultuado às segundas-feiras e tem ligação com os números 3 e 7. Seus domínios são as ruas, estradas e encruzilhadas, cruzamentos de trânsito.

Foi erroneamente associado ao diabo cristão em função de sua ligação com a sexualidade e liberdade características. Alguns estudiosos, inclusive, afirmam que Exú é uma espécie de Mercúrio africano. Sendo ele o responsável por levar e trazer mensagens, recados e regendo toda a espécie de comércio e de comunicação.

Exú é um “orixá” e tem filhos

No Brasil, durante muito tempo era tabu se falar em filhos de Exu. Assim, algumas casas de culto nem mesmo iniciavam seus filhos para essa divindade com medo de que a energia de Exu atrapalhasse a vida dessas pessoas. Felizmente, entretanto, o hábito de associar a entidade ao mal tem perdido espaço. Assim, torna-se cada vez mais comum ver filhos e filhas de Exu iniciados. Aliás, na África negra, Exu é tido como uma divindade em patamar de igualdade com os outros. Tanto que existem milhares de filhos ou devotos iniciados para Exu.

Em nosso país, Exu também é tido como o protetor das casas e do oráculo do jogo de búzios (Merindilogun, Erindilogun, Diloggun). Então, seria o responsável por levar e trazer as mensagens dos humanos aos deuses, incluindo o Deus supremo do povo Iorubá, na Nigéria: Olorun/Olodumare.

Acredita-se, ainda, que cada ser humano possua sua partícula de Exu individualizada, que estaria ligada ao seu corpo físico. No candomblé, essa entidade é conhecida como Bara (Senhor do Corpo). Entretanto, na umbanda e a quimbanda – cultos sincréticos que mesclam as tradições africanas com elementos de outras religiões e culturas – os Exus seriam pessoas. E que tiveram vida terrena e frequentaram lugares muito comuns, tais como bares e cabarés. Os Exús femininos são chamados de Pomba-Gira. Entretanto, ainda há muita confusão a esse respeito, já que o Brasil recebeu escravos advindos de vários países do continente africano. Como resultado, cada povo trouxe sua cultura e, para a co-convivência, as informações precisaram ser adaptadas.

Exú no Voodoo e na Santeria

Em Cuba e no Haiti – e por consequência em Nova Orleans (EUA), cidade com grande presença do vodú haitiano – Exu/Eshu é conhecido também como Legba/Eleguá, possuindo as mesmas funções aqui atribuídas a ele. Já no Brasil, todas as principais nações de candomblé cultuam esse Orixá, chamando-o por nomes diferentes. Assim, temos: Pambu Njila/Bombogira, nas Nações de Angola, Elegbara Vodun, nas nações Ewe-Fon/Jeje Mahin. Além de Bará, no Batuque. O nome Exu, portanto, seria advindo das nações de ascendência iorubana, chamadas popularmente de nações Ketu.

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